Minientrevistas e Artigos

Publicado em 07 de dezembro de 2020

Hoje tenho o prazer de divulgar a pesquisa de um colega latino-americano: Esgrid Sikahall, engenheiro civil pela Universidad del Valle de Guatemala, mestre em Ciência e Religião pela Universidade de Edimburgo e, atualmente, em seu doutorado pela mesma instituição. Esgrid tem pesquisado sobre os seguintes temas: Hans-Georg Gadamer, Hermenêutica, Ciência e Modernidade. Nas imagens publicadas, ele conta um pouco sobre sua pesquisa recente. Como as respostas estão em espanhol, segue mais abaixo uma tradução delas para o português. Boa leitura!
(i) Pesquisa atual:Parte da minha pesquisa tenta encontrar novas formas de compreender os discursos contemporâneos que pretendem relacionar (ou problematizar) “ciência” e “religião”. A história moderna problematizou o próprio uso dessas categorias, mas nos deixou sem qualquer proposta positiva, de modo que as questões-chave estão, em certo sentido, ainda sem resposta. O que é ciência? O que é religião? Minha pesquisa se concentra em algo que parece ser compartilhado pela maioria dos discursos de “ciência e religião”: uma certa concepção de “saber” e como diferentes saberes acontecem em diferentes contextos. Minha principal fonte é o pensamento do filósofo alemão Hans-Georg Gadamer.
(ii) Qual a importância?Em vez de se concentrar nas fronteiras ou limites que definem o que é e o que não é ciência, ou o que é e o que não é religião (o que é útil até certo ponto em contextos específicos), é mais útil para o público em geral se concentrar na forma específica como certas comunidades geram diferentes tipos de conhecimento. Isso nos ajuda a enxergar as múltiplas camadas que as diversas “ciências” e “religiões” tendem a assumir, para além do “conteúdo” de um determinado campo do conhecimento, que está ao alcance de uma pequena minoria de pessoas, seja ela de profissionais ou de praticantes religiosos.
(iii) Recado final:Desconfie muito da frase “ciência e religião”! Muitos discursos na esfera pública têm muito pouco conhecimento da história e da filosofia da ciência. Sem deixar de lado o conteúdo teológico ou científico, é importante atentar para o uso retórico das categorias “ciência” e “religião” para saber qual é o objetivo do discurso. Há apenas alguns séculos, no Ocidente quase todos os “cientistas” (esta palavra surgiu em 1833) também eram “religiosos” e a divisão entre sua “ciência” e sua “fé” ainda não tinha sido traçada (incluindo explorações teológicas, místicas, alquímicas e astrológicas, como com Newton!). Precisamos de uma compreensão mais completa de como a “espiritualidade” penetra toda a vida.

Pode ser uma imagem de 1 pessoa, casacos e jaquetas e texto que diz "ENTREVISTA DA SEMANA GADAMER, HERMENÊUTICA, CIÊNCIA, MODERNIDADE. ESGRID SIKAHALL Universidade de Edimburgo CADAMER FILOSOFIAASERIO"
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